Capítulo 7: A Ressonância de Valenorth
Capítulo 7: A Ressonância de Valenorth
O estalo do obelisco ecoou pelas montanhas de vidro como um trovão. Aria, agora parcialmente livre de suas amarras, pousou pesadamente sobre a poeira de cristal de Vale Valenorth. Suas asas de obsidiana vibraram, emitindo um som metálico e melancólico.
— A Cidadela já sabe que você está aqui, Lully — sussurrou Aria, apontando para o horizonte, onde nuvens carregadas de eletricidade mágica começavam a girar. — Eles virão buscar o que restou da minha essência. Mas antes, você precisa entender o Poder da Ressonância.
Aria pegou uma pequena lasca de cristal transparente do chão de Valenorth e a entregou a Lully.
— A magia que te ensinaram é predatória, ela consome. Mas a magia de Valenorth, a magia original, é baseada na ressonância. Você não precisa tirar nada de ninguém; você só precisa encontrar a frequência certa dentro de si mesma.
O Desafio dos Cristais:
Lully fechou os olhos. Ela não buscou uma memória feliz ou uma dor profunda para alimentar o cristal. Em vez disso, ela buscou o vazio — o mesmo vazio que preenchia o Vale. De repente, o cristal em sua mão começou a cantar. Não era uma luz brilhante e agressiva, mas um brilho suave e constante que parecia atravessar sua pele.
Ao redor delas, os restos de cristais no chão de Valenorth começaram a levitar. Eles não eram mais lixo mágico; eles estavam respondendo ao chamado de Lully.
— Isso é impossível... — murmurou Aria. — Você está despertando o Vale.
Antes que pudessem fugir, o solo tremeu. Das profundezas das minas de cristal de Valenorth, surgiu a primeira sentinela da Cidadela: um Golems de Vidro, cujas engrenagens eram movidas por corações de fadas aprisionados. O monstro não tinha rosto, apenas um enorme prisma no centro do peito que começou a carregar um feixe de luz destrutiva.
Lully percebeu que sua jornada não era mais sobre voltar para casa. Se ela não derrotasse aquela máquina e libertasse as essências presas em Valenorth, o ciclo de sacrifícios nunca terminaria.
— Segure minha mão, Aria — ordenou Lully, com uma confiança que não sentia há minutos. — Vamos mostrar a eles que a luz de Valenorth não pode ser contida. E assim tudo voltou ao normal...
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